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Sétima casa carioca do peruano Marco Espinoza é um projeto da filha de 18 anos, que tem um pé no moderno e o outro do que os consumidores adoram: rodízio (a R$ 149)

Um ser do mar calçando tamancos de gueixa oferece um dry Martini enquanto um polvo gigante oferece as boas-vindas, numa fachada colorida onde o azul do mar e o rosa que diz muito sobre o Japão contemporâneo anunciam: aqui tem um restaurante japonês que você precisa conhecer. A sétima casa carioca do chef peruano Marcos Espinoza não é tão colorida e moderna à toa, foi pensada por e pela filha Catarina, de 18 anos, nascida na Argentina (país da mãe), que dispensou carreira acadêmica para se dedicar ao ramo que conhece desde criança: a gastronomia. Neste caso em específico, culinária nipônica, mas com toda a liberdade de contemporaneidade que um salão oferecido a uma jovem entrando na maioridade pode conter. É lindo, é divertido, colorido e, em se tratando de Espinoza, come-se muito bem. Bem-vindos ao Kata, nome que faz referência à anfitriã e também a uma dança japonesa.
“É moderno, focado no público jovem, com muitas referências da cultura pop asiática, especialmente japonesa e coreana. Isso me fascina”, conta Catalina.
Para quem ama, tem rodízio à noite (R$ 149), com opções que já são velhas conhecidas da cozinha de Marcos Espinoza, como mini bao de barriga de porco agridoce com picles, oniguiri de salmão, yakitori de frango, pipoca de camarão, katsu sando, crispy rce de salmão, guioza de porco (essa vale repetir) e o que brota do sushibae: makimonos, ussuzukuris e sashimis variados. Mas atenção, os chefs são todos peruanos. Nenhum japa, e isso por acaso faz alguma diferença?
A novidade está no Largo dos Leões 111, onde é vista de longe pelas cores vibrantes e uma ambientação que evoca o universo do mar. Um investimento e tanto, até as janelas - antes convencionais - viraram escotilhas de navio. Durante o dia, tem executivo a R$ 58; entrada e prato principal.
No segundo andar, a ideia é funcionar uma sorveteria artesanal, que ainda parece não ter pegado, mas promete. A valer pelo néon na parede, "Rio de Janeiro", em japonês. Neon, aliás, não falta na casa, está por toda parte, inclusive divertindo quem vai ao toalete. Se é para ser moderno!
Também chama a atenção a carta de drinks, sobretudo os autorais criados pelo bartender Fernando Vilca, autor do vibrante Kata - vodka japonesa, sakê, Aperol, cordial de lichia, pitaya e água de rosas (R$ 39). E a de saquês, que inclui o favorito de Catarina, um rosé de R$ 335. Mais que o dobro do rodízio, mas como tudo ali tem valor também pela cor…
Onde? Largo dos Leões, 111 / Humaitá.
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